O texto contido nesta página, foi pesquisado no livro Nossa Terra Nossa Gente, Pinhal Historia em Notícias, escrito por Ernesto Rizzoni, e no  Livro Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores de Pinhal, escrito por Roberto Vasconcellos Martins

Não tenho muitas informações a respeito das igrejas e capelas de nossa cidade, de como detalhadamente foram construídas, no entanto, tentarei escrever aqui um pouco de meu conhecimento, após breves pesquisas sobre a religiosidade em nossa cidade.
Atualmente, Espírito Santo do Pinhal conta com várias doutrinas religiosas como, os católicos, os evangélicos, os espíritas, entre outras, com cada um gozando sua liberdade religiosa, sem nenhuma discriminação.
A historia de nossa cidade se origina através do Sr. Romualdo de Souza Brito em 1849, fazendo uma doação de 40 alqueires de terras para o patrimônio do Divino Espírito Santo e a construção de uma capela, que mais tarde se tornou a que conhecemos, a belíssima Igreja Matriz. A religiosidade no entanto se predominava a católica e sua população eram de pessoas fieis e religiosos freqüentes.
Em pesquisa no livro Nossa Terra Nossa Gente, Pinhal, Historia em Noticias, de Ernesto Rizzoni, pude constatar que noticias freqüentes sobre festas religiosas que ocorriam em nossa cidade até no fim do século XIX, como as festas de São Sebastião, Nossa Senhora das Brotas, Nossa Senhora das Dores, Festas do Padroeiro, com missas cantadas, procissões e festejos.
Não sei houve alguma capela de São Sebastião nesta época, pela pesquisa pude observar que, a procissão se dirigia à Capela de Nossa senhora das Brotas, capela esta que até hoje se encontra com o nome e edificação conservada, servindo atualmente de santuário da Nossa Senhora Rosa Mística, local este muito freqüentado fica localizado na Praça da Bandeira, incorporado ao prédio escolar Dr. Almeida Vergueiro.
Em relação à capela de Nossa Senhora das Dores, esta se localiza no bairro do Parque do Lago, ela encontra-se atualmente em ruína, somente com sua fachada uma lateral e o fundo, segundo dizem também, serviu para a catequização de escravos na época.
A igreja de São Benedito, construída no inicio do século XX, com iniciativa dos negros após a mudança do cemitério em 1888.
A igreja de Santa Luzia, localizada na zona rural, iniciando em 1908 e com uma imagem da santa em tamanho natural feita de biscuit, vinda da Itália a pedido de uma imigrante italiana, que em 1909 inaugurou uma capela e mais tarde, nos anos 50, foi demolida e erigida a igreja em seu local. Todo dia 13 de dezembro de cada ano, é feito a festa em seu louvor, onde milhares de fieis desta e de outras cidades a visitam para pedir e agradecer as graças alcançadas.
A Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, como já disse anteriormente, existe desde a fundação de nossa cidade, igreja esta que contou com contribuições de inúmeras pessoas para que ela pudesse virar de uma pequena capela para uma belíssima igreja em que conhecemos.
Inicialmente foi construída uma capela, e depois, em 1886, vigário Monte Negro era presidente do diretório das obras da Matriz, e começaram a ser levantadas as paredes de taipa, neste mesmo ano recebeu da Corte Real Portuguesa paramentos para a Igreja Matriz, dentre elas a imagem de São Sebastião, que até hoje se encontra em seu altar. A partir do  ano de 1897, a igreja estava com uma fachada nova, (fachada atual),  e novas construções e reformas estavam sendo feitas através de doações, recursos do Governo da Província, por comissões organizadas pela população local e até mesmo de apresentação de circo de cavalinhos para angariar fundos. O sino lá existente, foi doado pelo Capitão Casimiro Teixeira Rios e sua esposa, pais dos srs. coronéis Alberto e Olympio de Gouveia Rios, posto em agosto de 1898, seu relógio, é um poli-faceado importado da Alemanha e com toda sua aparelhagem, foi doado pelo Capitão Leocádio Gomes de Faria.
  A Igreja Matriz, conta com uma ótima estrutura e arquitetura, sua segunda cúpula foi construída nos anos 30, seus altares ornados em madeira, construídos e esculpidos pelo Sr. Françoso, desta cidade, as belíssimas gravuras que ornam as paredes e pilares, feitas pelo campineiro, Sr. Aldo Cardarelli.
 
Os Vigários, abaixo relacionados, foram obtidos através do livro Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores de Pinhal, escrito por Roberto Vasconcellos Martins, pgs.503 a 505:
 
1851 – 1852 = Manoel José de Faria Cardoso
1854 – 1855 = José Bento da Costa
1856 – 1857 = Tristão Carneiro de Mendonça
1857 – 1867 = José Mariano da Silva Macaré
1867 – 1871 = Francisco Saraiva de Miranda
1871 – 1874 = Francisco Candido Correia
1874 – 1875 = Antonio Bento Barbosa
1875 – 1878 = José Joaquim do Prado
1878            = Gaudêncio Ferreira Pinto
1878 – 1888 = José Daniel de Carvalho Monte Negro (Vigário Monte Negro)
1874,79,80,87 = Agostinho Gomes da Costa (encarregado da paróquia)
1888 – 1889 = Nicolau Bonifácio (pró-pároco)
1889 – 1893 = Tertuliano Vilela de Castro
1893            = João Evangelista Braga (vigário de Mogi Mirim e interino de Pinhal)
1893            = Augusto Leão Quartim
1893 – 1894 = Antonio Pereira Reimão Junior
1894            = Monsueto Bacatta (Capuchinho pró-pároco)
1894            = Manoel Silvério Gomes dos Reis (coadjutor)
1894 – 1898 = João Paulo Roberto
1894 – 1895 = Joaquim Teodoro de Araújo Tavares (pró-pároco)
1896 – 1897 = João Ezequiel Teixeira Pinto (pró-pároco)
1898 – 1903 = Nunzio Grecco
1903            = João Batista Ferraz (coadjutor)
1903 – 1906 = Virgilio Morato Gentil de Andrade
1905            = Ramiro de Campos Meireles (coadjutor)
1906 – 1924 = Guilherme Landell de Moura
1924 – 1942 = José Mendes
1942 – 1980 = José Jerônimo Balbino Fuccioli
1980            = Augusto Alves Ferreira

 

         Abaixo, imagens de algumas igrejas e capelas de nossa cidade         
 
Igreja Matriz do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores de Pinhal
 
 
 
VIDEOCLIPE DA IGREJA MATRIZ
Capela de Nossa Senhora das Dores:
 
Igreja São Benedito 
 
Igreja de Santa Luzia
 
Igreja de Santa Terezinha                     Igreja de Santo Antonio
 
 
         Igreja de São João                              Igreja de São Sebastião (Atual)
 
 
Igreja de São Pantaleão                         Largo N. S. Aparecida
 
 
Gruta de Nossa Senhora Aparecida (vicinal Pinhal / Jacutinga MG)
 

® Ricardo Mateus Olivi - Jan/2008