Cemitério Municipal de Espirito Santo do Pinhal - SP

O texto contido nesta página, foi transcrito do livro Nossa Terra Nossa Gente, Pinhal Historia em Notícias, escrito por Ernesto Rizzoni

 
            Você deve estar pensando que quem fez este resumo sobre o cemitério municipal de Espírito Santo do Pinhal é louco. Bem... loucuras a parte, aqui estou transcrevendo um pouco de historia, como já transcrevi anteriormente com outros títulos relacionados a historia de nossa cidade. Neste conteúdo, contarei um breve histórico de nosso cemitério, que conta com 120 anos de existência e algumas curiosidades.
            Primeiramente, houve em Espírito Santo do Pinhal até o ano de 1887, 02 cemitérios para suprir as necessidades da cidade na época, sendo o primeiro no Largo do Cemitério Velho, atual Praça Rio Branco que recebeu este nome em 1881, e o segundo, onde hoje é o Largo São Benedito.
            No ano de 1884, o Dr. Reverendo Monte Negro com considerações sobre o 2º Cemitério na época, propôs a câmara municipal a se proceder à exumação, falando em alargar ou mudar o cemitério, pois o mesmo já não havia mais espaço para acomodar moribundos, bem como o estado caótico em que se encontrava. Sendo assim, a câmara criou uma comissão constituída pelos senhores Dr. Carolino Ferreira da Silva, Dr. José de Almeida Vergueiro, Dr. Paulino e Rev. Monte Negro para deliberarem sobre a mudança ou alargamento do cemitério. A comissão em vistas de um pedaço de terras que pertenceram a Candido José da Silveira, em cujo inventario foram partilhadas por diversos credores, sendo também outros sócios, Dr. Paulino, Rafael Flores, estiveram no local em exame do relatório da comissão de higiene, e demarcasse 50 braças de terreno, quadradas, visto que algumas pessoas que tem parte do referido terreno vão dar gratuitamente a municipalidade para a construção do mesmo.  
            Em 15 de março de 1888, com a benção do Vigário Monte Negro, o cemitério municipal, localizado no São Pantaleão é inaugurado, sendo o atual e terceiro de nossa cidade.
Quatro anos se passaram até que, o novo cemitério foi inaugurado, desativando assim, o cemitério do Largo de São Benedito, que durante algum tempo, esta área ficou abandonada e até servindo de pasto para animais, sendo que em abril de 1888, negros desta cidade, tiveram iniciativa em fundar no local a Irmandade São Benedito, pretendendo erigir uma capela.
 

 

 
 
Visitar o cemitério hoje, bem... , não são todos que gostam de fazer isto, ...é voltar ao passado e reviver a nossa historia, na sua parte antiga além de suntuosos jazigos em mármores esculpidos, também encontra-se os ícones de nossa historia como, Barão, Tenentes, Coronéis, Comendador, Padres, pessoas da comunidade e entre outros que fizeram parte da nossa historia e túmulos curiosos como o de 30 de fevereiro e do soldado desconhecido da revolução de 30.
 
 
 
 
   
                             Curiosidades:

 

Túmulo do Barão de Motta Paes: Segundo a lenda, dizem que ele foi muito ruim com seus escravos, que antes ele era um pobre e que fez um pacto com o demônio para ficar rico, antes de sua morte dizem que ele se negou a entregar a sua alma e no dia do enterro dentro do cemitério, antes do sepultamento, fortes ventos sacudiam as pessoas presentes sendo que as arvores na parte externa estavam imóveis como se nada tivesse acontecendo, quem olhar seu tumulo hoje, pode ver vários riscos, pois quem riscasse seu túmulo ao entardecer o veria ou uma luz vermelha sairia de dentro dele.
 
 

 

 
 
 
 
30 de Fevereiro: Curiosamente, há um túmulo com esta inscrição, AQUI REPOUSA ANTONIO DE BARROS PIMENTEL JUNIOR, NASCIDO A 1º DE ABRIL DE 1875 E FALECIDO A 30 DE FEVEREIRO DE 1892, bem, se esta data realmente existiu, não sei mas que há registro que já houve para acertar calendário gregoriano.
 
 
 
 
 

 

 
 
 
Padre Landell Moura: Padre Guilherme Landell de Moura, foi uma pessoa atuante em nossa cidade, tomou posse da paróquia em 1906, ele era muito respeitado pelos cidadãos desta cidade, na revolução de 1924, liderou a tropa revolucionária. O Padre LANDELL DE MOURA talvez tenha sido a mais extraordinária e romanesca figura de quantas participaram do movimento revolucionário, em Pinhal, durante o ano de 1924. Personagem estranha recortada, com toques de tragédia, nas paginas da historia da civilização pinhalense. Padre Guilherme Landell de Moura, morreu em conseqüência de um desastre de automóvel na entrada da cidade de Espírito Santo do Pinhal, SP, e seu corpo está enterrado no cemitério local, ele era irmão de outro padre, Roberto Landell de Moura, conhecido como padre cientista, que fez varias descobertas, dentre elas, o telegrafo sem fio ou transmissão de radio.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
            Isabella Paiva Loureiro: A primeira pessoa no país a ser cremada, sendo a percussora do crematório de São Paulo em 1974.
 
 
 
 
 
 

 

           
 
 

 

            Geraldo Sanches: Onde muitos devotos agradecem por graças atendidas por sua intercessão.
 
 
 
 
 
 
 
 
            
 
 
 
 
            Dr. José de Almeida Vergueiro: Homem influente na política, tanto na cidade quanto no estado, foi responsável pela construção do hospital e instalação do terceiro mais importante estabelecimento de ensino no Estado de São Paulo, a Escola Dr. Almeida Vergueiro em 1897.
 
 
 
 
 
 
 
 
          
 
 
 
 
 
           Comendador Monte Negro: Natural de Louzã, em Portugal, foi responsável pela fundação da Vila de Nova Louzã, antes pertencente ao nosso município, hoje pertence à Mogi Guaçu, destaque até hoje em Portugal, 

 

 

 

Túmulo do Comendador Monte Negro, simples conforme seu pedido em testamento...

 
 
 
 
            Estas são algumas curiosidades que descrevi, pois são muitas historias, são muitos aqueles que hoje fazem parte deste local onde descansam depois de suas jornadas e benfeitorias a cidade e aos cidadãos pinhalenses.

® Ricardo Mateus Olivi - Jan/2008