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ÓPIO |
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A Papoula do Oriente (papaver somniferun), é a principal fonte dos narcóticos naturais. É uma planta conhecida ha séculos e seu cultivo, pelo que se tem noticias, remonta ha 300 A.C. O fluido leitoso que escorre das incisões feitas no bulbo da sua semente verde, vem sendo raspado manualmente desde épocas mais remotas e secado ao ar, produz uma pasta, o ópio (em grego significa suco). Mais modernamente, ha um método de colheita, que consiste no processamento industrial da palha da papoula, a fim de extrair os alcalóides da planta crescida, quando seca. O extrato pode ser transformado e fornecidos nas formas liquida, sólida e pulverizada. A maior parte dos concentrados de palha de papoula, é encontrado na forma de um pó pardacento fino, com um odor característico. Do ópio pode ser extraído, pelo menos 25 alcalóides diferentes. Esses alcalóides são divididos em duas categorias marcadamente diferentes uma das outras. A primeira conhecida como alcalóides fenantrenos, são representados pela morfina e codeína. São utilizados nos campos médicos para fins anestésicos e como supressores da tosse. Na segunda categoria, temos os alcalóides isoquininos, que são representados pela papaverina, poderoso relaxante intestinal, e pela noscapina conhecido bronquio-dilatador. O antidiarreico mais potente em ópio é o conhecido elixir paregórico. |
| Drogas derivadas do Ópio |
| MORFINA |
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Extraída em 1806, pelo químico dos exércitos de Napoleão, Seguin, que a utilizou largamente como analgésico nos feridos de guerra, a morfina é o principal alcalóide do ópio. O grau de concentração de morfina no ópio varia de 4 a 21 % e é uma das drogas mais eficazes que se conhece para o alivio da dor. É comercializada sob a forma de cristais brancos, tabletes hipodérmicos e preparados injetáveis. Seu uso se restringe primordialmente a hospitais. É inodora e tem sabor amargo e escurec e com o tempo, sem perder sua potencia. Pode ser introduzida no organismo pelas vias oral, retal e parenteral. Age sobre o sistema nervoso central, exercendo a ação narcótica; a disposição física e mental ficam prejudicadas. O usuário desenvolve a tolerância e a dependência, tanto física e psicológica, com muita rapidez. A síndrome de abstinência é das mais terríveis. Grande parte da morfina é desviada do uso medico para o trafico ilícito, e serve como droga de abuso, seu uso sintético mais conhecido é a heroína. |
| CODEÍNA |
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Este alcalóide é encontrado no ópio em concentrações que variam de 0,7 a 2,5%. É obtidos a partir do iodeto de metila sobre morfina. Foi isolado a partir de 1832, como uma impureza em um lote de morfina. Assim embora exista em forma natural, a maior parte de codeína é produzida a partir da morfina, mas em comparação com a morfina, a codeína produz menos analgezia, menos sedação e menos depressão respiratória. É empregada no alivio da dor. E vários preparos líquidos contendo codeína são empregados para o alivio da tosse e inadvertidamente por pais desavisados, como tranqüilizantes para crianças de muita tenra idade, o que pode desenvolver uma dependência maléfica. A codeína é o narcótico de origem natural mais utilizado na clinica medica. |
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EFEITOS: O ópio (Morfina/Codeína) usada de forma indiscriminada e abusiva, provoca as seguintes manifestações: Gerais:- Contração da pupila dos olhos. Paralisia do estomago (sensação de estomago cheio, como se não fosse capaz de fazer digestão, paralisia do intestino (forte prisão de ventre) |
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CEREBRAIS: Diminuição da atividade cerebral, Analgesia-hipnotica (aumenta o sono). Por esse motivo, recebem o nome de narcóticos, que constituem exatamente as drogas capazes de produzir estes dois efeitos: Sono e diminuição da dor. Depressão respiratória e cardíaca. Diminuição da pressão arterial. Os narcóticos quando usados através de injeções endovesonas ou altas doses via oral, podem levar a estado de coma, e muitas vezes a morte. |
| HEROÍNA |
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Sintetizada através da morfina, a heroína só veio a ser empregada ostensivamente na medicina, apos o inicio deste século, sendo que sua comercialização se deu por volta de 1898, na Alemanha, como um novo remédio contra dor. A classe medica usou este medicamento largamente sem dar conta do seu imenso potencial de dependência. Seu primeiro controle abrangente só veio a ser adotado em 1914 nos estados unidos. |
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A heroína pura é apresentada na forma de pó de cor branca e de sabor amargo. A heroína ilícita entretanto se apresenta de varias cores desde a branca ate a parda escura, pela presença de impurezas na sua fabricação ou pela adição de corantes em pó ou açúcar mascavo. No mercado negro o trafico, os "papelotes" são apresentados misturados, para aumentar seu volume, com um sem numero de excipientes, tais como açucares, amido, quinino e ate leite em pó. |
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A heroína é cinco vezes mais tóxica do que a morfina, sendo que a dose tóxica inicial é de 0,05g. |
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Causa dependência física e psicológica elevadas e no tratamento desintoxicante o antídoto utilizado é a metadona. |
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O inicio da intoxicação tóxica provocado pela heroína é rápido, com duração de 3 a 4 horas. Numa dose excessiva a toxidade dura 24 horas. |