
São substâncias
sintéticas que exercitam o Sistema Nervoso Central, isto é, fazem o cérebro
funcionar mais depressa. Vulgarmente, são conhecidas como "bolinhas".
Anfetaminismo, ou anfetominomania é o que pode contrair quem abusar das
anfetaminas psicotômicas para: emagrecimento, maior energia física,
resistência à fadiga, combate às prostações alcoólicas, obtenção de euforia,
resistência ao sono, estado de deliberação própria para a prática de atos
ilícitos, simulação de estado mórbido, simulação de suicídio e melhores
resultados nos desportos.
O hábito é perigoso, porque acostuma a pessoa a buscar, através de drogas,
sensações novas; e para se chegar aos demais tóxicos é questão de tempo e
oportunidade.
Os dependentes, geralmente iniciam por via oral, mas depois passam para "os
picos", ou seja, injeções na veia, que vão proporcionar um efeito mais
rápido e, também mais rápida degradação física, moral e psíquica.
As anfetaminas tiram o sono e o apetite, dando ao viciado um estado de
constante vigília e desnutrição, além de sensação de ansiedade para busca de
nova dose. Com o decorrer do tempo estabelece-se uma sensação de perseguição
do tipo paranóico, e o usuário julga-se seguido, acompanhado, com medo e
exausto.
A internação é necessária, pois são raros os casos em que a recaída não
advém. O seu uso deve ser controlado pelo médico, como nos casos de regime
alimentar; e o período de uso não deve ultrapassar 8 e 12 semanas, para que
a dependência não se instale. |