Cardeal Dom Sebastião Leme

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O menino Sebastião Leme
 
 Era uma madrugada chuvosa na cidade de Espírito Santo do Pinhal, SP, dia 20 de Janeiro de 1882, à rua Marques do Herval sobre o numero de 150, nascera Sebastião Leme da Silveira Cintra, filho de Francisco Furquim Leme professor do primário e Dona Ana Pio da Silveira Cintra, natural de Amparo, SP, alem de ser porteira do Grupo Escolar Jose de Almeida Vergueiro (EE Almeida Vergueiro), ela para reforçar a economia em casa também exercia a profissão como costureira.
 
            O nome de Sebastião lhe foi dado em razão de coincidir o seu nascimento com o dia de homenagem ao mártir e taumaturgo São Sebastião, excelso padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, consentiram os fados benignos que a notável criança fosse batizada na Paróquia de Mogi-Mirim, que efetivamente se deu em 19 de março de 1882, permanecendo desconhecido a razão de batizar o menino nesta cidade.
 
 
 
 
 
A infância de D. Sebastião foi sempre cercada pela carinhosa solicitude de sua mãe, pois ficara órfão de pai aos 14 meses de idade. O menino Sebastião era muito inteligente, muito bem regulado de juízo, prometia muito e devia ser bem orientado para que não vivesse a deriva pela vida, para que não se desgarrasse do bom caminho. Enquanto entregava-se aos pesados labores da vida o pequeno menino errava pelas ruas da cidade junto a seus companheiros de alegria e folguetos infantis como brincar muito à casa de seu amigo João Theodoro ou nos pastos que hoje se encontra o Asilo da Mendicidade, 
 
“Donana” (assim chamada a mãe do Cardeal) trazia para o lar os meninos do grupo escolar, em para eles como doceira consumada, oferecia-lhes guloseimas e saborosos quitutes; para os mais pobres, alem da comida, dava-lhes vestimentas ou indumentárias concernentes a ambos os sexos.
O Colégio Ávila (hoje já extinta) que naquela época situava-se a Rua Dr. Vergueiro foi bom para completar sua educação materna, como, naturalmente, foi o seminário.
 
Foram efetivamente bem aproveitadas as singularidades de nascença, as grandes aptidões naturais de D. Leme. O menino deveria sair do mundo, não ser do mundo, para poder pertencer somente a Deus, à Igreja. Em linguagem mística: “A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer, tem destruir um mundo. A ave voa para Deus”. Ele era um grande devoto a Santa Terezinha do Menino Jesus.
 
           Dom Leme nunca esqueceu os dias infantis, os anos que viveu na terra onde nasceu e que tanto amou. Espírito Santo do Pinhal, para ele, era a “Santa Terrinha”, como ele próprio dizia, torrão que ele amou com comovida ternura, com perfeito amor.

@ Por: Ricardo Mateus Olivi - Agosto 2007®