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MONUMENTO
AO CRISTO REDENTOR
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O
monumento Cristo Redentor
que, do alto do Corcovado, enfeita e protege a cidade, é obra das
que mais recomendam a gratidão do país, e a admiração de todo o
mundo, o nome glorioso do nosso cardeal arcebispo. Lançada a idéia
do arrojado cometimento por um punhado de bons católicos, que
queriam ver realizado o sonho do piedoso padre Boss, da congregação
da Missão, nem por ser idéia grandiosa, ou precisamente por isto
mesmo, teve ela imediata realização.
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Vários anos se passaram, em que o futuro monumento foi
apenas recurso de oratória nas produções literárias dos que, por
qualquer forma, procuravam arrebatar almas para a fé. Todos achavam
que era preciso levantar o monumento, e, neste sentido, não
faltavam idéias… Havia mesmo umas poucas dezenas de contos de réis,
para esse fim angariadas. Ninguém, entretanto, se atrevia a por mãos
a obra, que demandava, aliás, milhares de contos…
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Chega ao Rio, como arcebispo coadjutor, o cardeal Leme.
Verifica a situação criada para a Igreja, com a projetada estatua
no Corcovado. Compreende, e logo se manifesta ao clero o seu ponto
de vista, que não se podia voltar atrás, sem desprimor para a
consciência católica. Outras obras havia mais urgentes e necessárias.
Sobre todas, porem, se impunha, pelas circunstancias, a construção
do monumento ao Cristo Redentor. Tornava-se necessária e inadiável
a Obra do Monumento. Começou-se então o trabalho de mais intensa
propaganda, seguido da arrecadação de esmolas.
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Dois grandes movimentos foram realizados na arquiocese. E,
com auxilio de donativos vindos de outras dioceses, dentro em pouco,
estava resolvida a questão financeira da grande Obra, que veio a orçar
por mais de 2.500:000$000.
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Em setembro de 1922, no alto do Corcovado, os católicos
brasileiros, ali representados pelo eminentíssimo sr. Cardeal
Arcoverde, por Dom Sebastião Leme, arcebispo-coadjutor do Rio de
Janeiro, por diversos membros do episcopado, núncio apostólico,
cabido, clero secular e regular, foi desfraldada uma flâmula com o
dístico Salve
Redentor,
no mesmo lugar onde seria construída a monumental estatua,
homenagem do Brasil católico.
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Ao quatro de outubro do mesmo ano houve a benção do rochedo
do Corcovado onde seria encravada a estatua, bem como da pedra
fundamental do monumento.
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Em
tempo: O
povo Pinhalense associou-se de coração ao nobre projeto de D.
LEME, de erguer no Corcovado no Rio de Janeiro, um monumento a
Cristo Redentor. O levantamento dessa colossal estatua converteu-se
magnificamente em realidade, como se sabe.
- Em
Pinhal foram organizadas comissões especiais, compostas de
distintas Damas da Sociedade local, destinadas a arrecadar fundos ou
numerários ou donativos para construção da colossal estatua de
granito a ser erguida no
alto da montanha Carioca. Para a quermesse de 1928 Dom Leme ofereceu
uma formosa imagem do Cristo redentor, o qual foi também por alto custo
arrematada pela Senhora Dona Maria José Vergueiro César, doando-a
posteriormente em 05 de novembro de 1942 ao "Museu e Biblioteca Municipal Dr. Abelardo Vergueiro César".
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- A
Construção:
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Antes
do projeto definitivo do monumento a Cristo Redentor, no Corcovado,
haviam surgidos outros que visavam ao mesmo fim, isto é, uma
homenagem dos brasileiros ao Nosso Senhor Jesus Cristo, por ocasião
do primeiro centenário da independência nacional. Houve um projeto
de uma grande cruz sobre uma esfera. Este no morro de Santo Antonio.
O general Pedro Carolino de Almeida, apresentara outro para o Pão
de Açúcar: um monumento de bronze. Mas, dominava no espírito do
povo aquela visão magnífica do padre Boss, lazarista, quando, em
1903, exclamava: O Corcovado! Lá se ergue o gigante de pedra,
alcantilado, altaneiro e triste, como interrogando o horizonte
imenso – Quando virá? Há tanto séculos espero! Sim, aqui está
o Pedestal
único no mundo.
Quando vem a estatua, como eu, colossal imagem de quem me fez?
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Constituída a comissão central do monumento, só a 3 de
maio de 1921, em sua terceira sessão, resolvera que o monumento
seria no Corcovado. Depois disto apresentaram projetos o Dr. Morales
dos Rios e o Dr. Heitor da Silva Costa, prevalecendo o deste ultimo.
Discutido como deveria ser a estatua de Cristo, ficou resolvida a
forma de cruz, de braços abertos num imenso amplexo à humanidade
sofredora: Vinde
a mim vós todos que sofreis, vós todos que tendes fome e sede de
justiça, porque Eu vos aliviarei.
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Estava
decidida a partida do Dr. Silva Costa para a Europa, a fim de fazer
a maquete
do monumento. Formou-se, então, a seguinte comissão executiva:
presidente efetivo, Dom Sebastião Leme, arcebispo coadjutor; 1º
vice-presidente, mons. Gonzaga do Carmo; 2o dito, senador
Almirante Índio do Brasil; 1o secretario, dr. João
Lopes Martins; 2o dito, sr. João Peixoto Fortuna; 1o
tesoureiro, cel. Américo de A. Guimarães; 2o dito,
Felix Mascarenhas. Vogaes: cônego Francisco de Almeida, cônego dr.
Francisco
Mac Dowell, dr.
Heitor da Silva Costa e comendador Antonio Dias Garcia.
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O dr. Silva costa, vitorioso em sua honrosa missão, assim se
expressa: Não
poderei fazer uma exposição completa dos longos estudos iniciados
aqui e concluídos em Paris, onde fui encontrar no estatuário
Landowski, o artista incomparável que soube dar tão perfeito
desempenho a parte da escultura do monumento. Apenas direi que, começados
os trabalhos de escultura do modelo de gesso em 1924, só ficaram
concluídos no fim do ano de 1927.
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Inauguração:
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A 12 de outubro de 1931 inaugurou-se o monumento. Foi cunhada
uma medalha comemorativa com o diâmetro de 40 m/m, sendo três
exemplares em ouro, duzentos em prata e mil em bronze. Os três
exemplares de ouro foram destinados a s.s. o Papa Pio XI, a s.
excia. Dr. Getulio Vargas, chefe do governo provisório e a s. em. o
Cardeal legado, Dom Sebastião Leme.
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Para a inauguração, foram realizadas duas semanas de
festas, as semanas paroquiais e a semana nacional do Cristo
Redentor. As primeiras, desde 27 de setembro até 4 de outubro, e a
semana nacional, desde 4 até 12 de
outubro, data da inauguração.
Valeram as semanas pro monumento pela melhor missão que se poderia
pregar ao povo.
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Obra feita de tanto sacrifício generoso, e inaugurada com as
mais inequívocas manifestações da nossa fé, a estatua de Cristo
Redentor lá está no alto do Corcovado a atestar ao Brasil, e ao
mundo, a vocação espiritual da nossa gente, e a extraordinária
capacidade do eminente cardeal Dom Sebastião Leme para a realização
de empreendimentos grandiosos, por Deus e pela Santa Igreja.
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Cristo Impera – e
o Seu império é o império da paz, do amor, da misericórdia e do
perdão. Aqui na terra enluarada pela visão branca do cristo, não
há vencedores nem vencidos. Somos todos irmãos, folhos da mesma pátria,
membros da mesma família. Ao gesto amoroso de Cristo que abre os
braços acolhedores a todos os brasileiros, sem distinção de
classes e de crenças, deve responder o gesto patriótico do amplexo
fraternal de todos os filhos e habitantes desta terra bendita. Que
sob o olhar divino de Cristo estale o Brasil o beijo meigo da paz!
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Cristo vence! E porque esta terra é sua, ela nunca será
vencida pelo estrangeiro invasor, nem retalha pela guerra civil.
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Cristo reina! E deste reino nunca será desterrada a cruz da
sua e de nossa bandeira. Já hoje seria preciso um cataclisma para
fazer desmoronar a montanha escarpada que transformamos em trono
perpétuo do Redentor. Seria preciso calcinar o granito do Corcovado
dos nossos corações.
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Seremos o doce império em que não há lugar para tiranias.
Nem a tirania de capitalismos vorazes. Nem a tirania de
demagogismos sangrentos. Nem a tirania dos potentados. Nem a
tirania do povo.
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Christus
vincit, Christo regnat, Christo imperat, et brasiliam suam ab omni
malo defendat!
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Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera, e contra todos os
males defenda o Seu Brasil.
- (Cardeal
Leme, como legado do Papa, finalizando o seu discurso proferido no
encerramento do Congresso).
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